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Reflete na importância de tua própria imortalidade e recorda, onde estejas, que a paz de teu ambiente começa invariavelmente de ti. - Emmanuel

Prezados Leitores:

Todos os seres humanos desejam e anseiam a paz.

Paz interior que promova a felicidade própria em qualquer lugar onde esteja ou em qualquer situação em que se encontre a criatura humana.

Paz mundial gerada pelo entendimento e fraternidade entre todas as nações, facultando progresso ao planeta Terra e alegrias aos seus habitantes.

Entretanto, e apesar de já existir a conscientização sobre a necessidade da paz, o cenário mundial se nos mostra carregado de guerras e envolvido em conflitos de toda ordem.

A Federação Espírita Brasileira, com a edição e distribuição destes textos baseado nos ensinos espíritas, acrescenta mais um recurso à Campanha Construamos a Paz Promovendo o Bem, por ela lançada e voltada a oferecer caminhos de construção da paz.

Construção, sim, e responsabilidade de cada ser humano em se empenhar no cumprimento das leis de Deus, considerando que a paz no mundo começa imprescindivelmente pela paz interior.

Participe dessa Campanha! Promova o bem e construa a paz!

Enfoque da Codificação Espírita

Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.
(Questão 886 Livro dos Espíritos

Por que indícios se pode reconhecer em um homem o progresso real que lhe elevará o Espírito na hierarquia espírita?

O Espírito prova a sua elevação, quando todos os atos de sua vida corporal representam a prática da lei de Deus e quando antecipadamente compreende a vida espiritual.
(Questão 918 Livro dos Espíritos

Comentários de Allan Kardec à questão 930.

Com uma organização social criteriosa e previdente, ao homem só por culpa sua pode faltar o necessário. Porém, suas próprias faltas são freqüentemente resultado do meio onde se acha colocado. Quando praticar a lei de Deus, terá uma ordem social fundada na justiça e na solidariedade e ele próprio também será melhor.

Em que sentido se devem entender estas palavras do Cristo: Meu reino não é deste mundo?

Respondendo assim, o Cristo falava em sentido figurado. Queria dizer que o seu reinado se exerce unicamente sobre os corações puros e desinteressados. Ele está onde quer que domine o amor do bem. Ávidos, porém, das coisas deste mundo e apegados aos bens da Terra, os homens com ele não estão.
(Questão 1018 Livro dos Espíritos

Conclusão V

(...) Três períodos distintos apresenta o desenvolvimento dessas idéias: primeiro, o da curiosidade, que a singularidade dos fenômenos produzidos desperta; segundo, o do raciocínio e da filosofia; terceiro, o da aplicação e das conseqüências. (...) (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, 1. ed. especial, FEB.)

a) O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. (...) (Cap. XVII item 3)

b) (...) Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que emprega para domar inclinações más. (...) (Cap. XVII item 4)

c) (...) Reconhecê-los-eis pelos princípios da verdadeira caridade que eles ensinarão e praticarão. Reconhecê-los-eis pelo número de aflitos a que levem consolo; reconhecê-los-eis, pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; reconhecê-los-eis finalmente, pelo triunfo de seus princípios, porque Deus quer o triunfo de Sua lei; os que seguem Sua lei, esses são os escolhidos e Ele lhes dará a vitória. (...) (Cap. XX item 4)

d) (...) Então, quando o campo estiver preparado, eu vos enviarei o Consolador, o Espírito da Verdade, que virá restabelecer todas as coisas, isto é, que, dando a conhecer o sentido verdadeiro das minhas palavras, que os homens mais esclarecidos poderão enfim compreender, porá termo à luta fratricida que desune os filhos do mesmo Deus. Cansados, afinal, de um combate sem resultado, que consigo traz unicamente a desolação e a perturbação até ao seio das famílias, reconhecerão os homens onde estão seus verdadeiros interesses, com relação a este mundo e ao outro. Verão de que lado estão os amigos e os inimigos da tranqüilidade deles. Todos então se porão sob a mesma bandeira: a da caridade, e as coisas serão restabelecidas na Terra, de acordo com a verdade e os princípios que vos tenho ensinado. (Cap. XXIII item 16) (O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, 1. ed. especial, FEB.)

Sigamos a Paz

Busque a paz e siga-a. Pedro. (I Pedro, 3:11.)

Há muita gente que busca a paz; raras pessoas, porém, tentam segui-la.

Companheiros existem que desejam a tranqüilidade por todos os meios e suspiram por ela, situando-a em diversas posições da vida; contudo, expulsam-na de si mesmos, tão logo lhes confere o Senhor as dádivas solicitadas.

Esse pede a fortuna material, acreditando seja a portadora da paz ambicionada, todavia, com o aparecimento do dinheiro farto, tortura-se em mil problemas, por não saber distribuir, ajudar, administrar e gastar com simplicidade.

Outro roga a bênção do casamento, mas, quando o Céu lha concede, não sabe ser irmão da companheira que o Pai lhe con fiou, perdendo-se através das exasperações de toda sorte.

Outro, ainda, reclama títulos especiais de confiança em expressivas tarefas de utilidade pública, mas, em se vendo honrado com a popularidade e com a expectativa de muitos, repele as bênçãos do trabalho e recua espavorido.

Paz não é indolência do corpo. É saúde e alegria do espírito. Se é verdade que toda criatura a busca, a seu modo, é imperioso reconhecer, no entanto, que a paz legítima resulta do equilíbrio entre os nossos desejos e os propósitos do Senhor, na posição em que nos encontramos.

Recebido o trabalho que a Confiança Celeste nos permite efetuar, é imprescindível saibamos usar a oportunidade em favor de nossa elevação e aprimoramento.

Todavia, não existe tranqüilidade real sem Cristo em nós, dentro de qualquer situação em que estejamos situados, e a fórmula de integração da nossa alma com Jesus é invariável: Negue cada um a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Sem essa adaptação do nosso esforço de aprendizes humanos ao impulso renovador do Mestre Divino, ao invés de paz, teremos sempre renovada guerra, dentro do coração.

EMMANUEL - (Fonte Viva, psicografia de Francisco C. Xavier, cap. 79, 1. ed. especial, FEB.)

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