Caro(a) Leitor(a):
Reconhecemos o padecimento daqueles
que se debatem na dependência emocional e
física e nos estados degenerativos, causados
pela utilização dos tóxicos, sem conseguirem
a libertação do vício que lhes proporciona
fugas dolorosas da realidade da vida.
A seguir a posição da Doutrina Espírita perante o desafio das
drogas. Exaltam o amor, a educação no lar,
o conhecimento da vida espiritual e tantos
outros recursos para o enfrentamento de
questão tão séria.
Não permita que a vida humana seja
desperdiçada.
Diga não às drogas!
Procurando fortalecer seus esforços em prol da vida, a Federação Espírita Brasileira incluiu a temática sobre drogas na reativação da Campanha Em Defesa da Vida.
Arrastamento, sim; irresistível, não; porquanto, mesmo dentro da atmosfera do
vício, com grandes virtudes às vezes deparas. São Espíritos que tiveram a força
de resistir e que, ao mesmo tempo, receberam a missão de exercer boa influência
sobre os seus semelhantes.
(Questão 645 Livro dos Espíritos
Há muitas pessoas que dizem: Quero, mas a vontade só lhes está no lábios.
Querem, porém muito satisfeitas ficam que não seja como querem . Quando o homem
crê que não pode vencer as suas paixões, é que seu Espírito se compraz nelas,
em conseqüência da sua inferioridade. Compreende
a sua natureza espiritual aquele que as procura reprimir. Vencê-las é, para ele, uma
vitória do Espírito sobre a matéria.
(Questão 911 Livro dos Espíritos
Temo-lo dito muitas vezes: o egoísmo.
Daí deriva todo mal. Estudai todos os vícios
e vereis que no fundo de todos há egoísmo.
Por mais que lhes deis combate, não
chegareis a extirpá-los, enquanto não atacardes o mal pela raiz, enquanto não lhe
houverdes destruído a causa. Tendam, pois,
todos os esforços para esse efeito, porquanto
aí é que está a verdadeira chaga da
sociedade. Quem quiser, desde esta vida, ir
aproximando-se da perfeição moral, deve
expurgar o seu coração de todo sentimento
de egoísmo, visto ser o egoísmo incompatível
com a justiça, o amor e a caridade. Ele neutraliza todas as outras qualidades.
(Questão 913 Livro dos Espíritos
Consistirá na maceração do corpo a perfeição moral?
Para resolver essa questão, apoiar-me-ei em princípios elementares e
começarei por demonstrar a necessidade de
cuidar-se do corpo que, segundo as alternativas de saúde e de enfermidade, influi de
maneira muito importante sobre a alma, que cumpre se considere cativa da carne.
Para que essa prisioneira viva, se expanda e chegue mesmo a conceber as ilusões da
liberdade, tem o corpo de estar são, disposto, forte.
Façamos uma comparação: Eis se acham ambos em perfeito estado; que devem fazer
para manter o equilíbrio entre as suas aptidões e as suas necessidades tão diferentes?
Inevitável parece a luta entre os dois e difícil
achar-se o segredo de como chegarem a equilíbrio.
Dois sistemas se defrontam: o dos ascetas, que tem por base o aniquilamento do
corpo, e o dos materialistas, que se baseia no rebaixamento da alma. Duas violências
quase tão insensatas uma quanto a outra.
Ao lado desses dois grandes partidos, formiga a
numerosa tribo dos indiferentes que, sem convicção e sem paixão, são mornos no amar
e econômicos no gozar. Onde, então, a sabedoria? Onde, então, a ciência de viver?
Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não
viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem
entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por se acharem em dependência mútua,
importa cuidar de ambos. Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do
vosso corpo, instrumento daquela.
Desatender as necessidades que a própria Natureza
indica, é desatender a lei de Deus. Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso
livre-arbítrio o induziu a cometer e pelas quais é
ele tão responsável quanto o cavalo mal dirigido, pelos acidentes que causa.
Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o
corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos
para com o vosso próximo? Não, a perfeição não está nisso: está toda nas reformas
por que fizerdes passar o vosso Espírito.
Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornardes dócil à
vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição. Jorge, Espírito protetor. (Paris, 1863.)
(O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. XVII, item 11, 1. ed. especial, FEB.)
Campanha da Federação Espírita Brasileira em Defesa da Vida.
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